KABUM! MIX
Rio, Recife e Salvador
Alunos da Oi Kabum! – Escola de Arte e Tecnologia – espalham suas criações pelo Rio de Janeiro a partir de série de workshops em projeto idealizado pelo designer Felipe Taborda, com base em experiência francesa.
Alunos da Oi Kabum! – Escola de Arte e Tecnologia – espalham suas criações pelo Rio de Janeiro a partir de série de workshops em projeto idealizado pelo designer Felipe Taborda, com base em experiência francesa.
O trabalho desenvolvido por Alain Le Quernec, durante mais de três anos, na cidade de Quimper, no sul da França, deu origem ao projeto do designer Felipe Taborda. O Kabum! Mix reuniu alunos da Oi Kabum! em workshops no Rio de Janeiro, Recife e em Salvador, com a participação de renomados designers gráficos. O objetivo foi gerar cartazes sobre uma temática que constitua a realidade da população jovem. E, nesta primeira edição, os temas propostos são: Água, Direitos Humanos e Gravidez Precoce.
Após os workshops, foram escolhidos nove cartazes – três de cada tema, por cidade – que serão expostos durante duas semanas, no Rio de Janeiro, em mais de 200 pontos de mobiliário público.
Os workshops foram documentados através de vídeo e fotografias pelos próprios jovens das Oi Kabum!. Esse material será transformado em livro e em DVD, editados em português e inglês.
A Oi Kabum! - Escola de Arte e Tecnologia já formou mais de 500 alunos no Rio, Salvador e Recife nas áreas de computação gráfica, vídeo, fotografia e webdesign.
SÉRGIO BRITTO EM BECKETT
Feliz parceria
Referência no teatro brasileiro, o ator sobe ao palco do Oi Futuro para um espetáculo fascinante: a interpretação de duas peças curtas do irlandês Samuel Beckett, Ato Sem Palavras 1 e A Última Gravação de Krapp, sob a direção de Isabel Cavalcanti.
Aos 85 anos, completados recentemente, Sérgio Britto estréia uma temporada que é um verdadeiro tour-de-force, ao interpretar dois textos de um dos maiores dramaturgos do Ocidente: Samuel Beckett. Cada peça tem apenas 20 minutos e as duas são encenadas no mesmo programa, sem intervalo.
Filósofo, crítico, analista e produtor de um novo olhar sobre a sociedade, Beckett é mais conhecido no Brasil como o autor de Esperando Godot, mas sua obra inclui, além de numerosas peças para teatro, criações para o rádio, a televisão, novelas, romances, poemas, ensaios, traduções e um roteiro para cinema.
Ato sem palavras 1, escrito em 1956 para o ator e dançarino Deryk Mendel, jamais foi montado em palcos cariocas. Percorre a gama de desejos – frustrados – de alcançar conforto e alimento. Traz um homem no deserto que persegue em vão a sombra de uma árvore e água. O texto mescla sarcasmo e compaixão por nossa frágil condição humana.
A Última Gravação de Krapp teve apenas uma montagem no Rio. É um monólogo, escrito há exatamente 50 anos para o ator irlandês Patrick Magee. Em cena, o velho Krapp (o nome é um jogo de palavra com crap, que significa porcaria em inglês) passa em revista sua vida. É a peça mais nostálgica, lírica e auto-biográfica de Samuel Beckett e pode ser entendida como uma releitura de Em Busca do Tempo Perdido, de Proust, um dos autores franceses preferidos de Beckett.
Atriz, diretora, autora do livro Eu que não estou aí onde estou: o teatro de Samuel Beckett e pesquisadora da obra do escritor irlandês há 10 anos, Isabel Cavalcanti, da nova geração da cena teatral, fala sobre os dois monólogos: "Ato Sem Palavras 1 é mais solar e tem como referência apenas o gestual do personagem". Já, Krapp é uma obra sombria, com referências autobiográficas". A escolha dos textos coube a Sérgio Britto.
Ato Sem Palavras 1 e A Última Gravação de Krapp ficam em cartaz até o dia 28 de setembro, com ingressos a R$ 15,00.